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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

TAFFAREL PEDIU E DUNGA CHAMOU OS NOVOS GOLEIROS DA SELEÇÃO...


Dunga está mostrando um lado bem democrático em seus primeiros dias de retorno à seleção brasileira.

Além de ligar para vários treinadores brasileiros antes de definir sua convocação para os amistosos contra Colômbia e Equador, o gaúcho relacionou os goleiros sugeridos por Taffarel.

Um dos maiores ídolos da posição na história do país, Taffarel foi escolhido pelo próprio Dunga para trabalhar como preparador de goleiros do Brasil. Da Turquia, onde trabalha no Galatasaray, o campeão mundial de 1994 bancou Jefferson, do Botafogo, e Rafael, do Napoli-ITA.


Taffarel entende que Jefferson, de 31 anos, é hoje o goleiro mais pronto do futebol brasileiro e enxerga em Rafael, de 24 anos, o camisa 1 da seleção em um futuro bem próximo. O curioso é que o treinador de goleiros nunca teve a oportunidade de trabalhar com a dupla.

Dunga ainda poderia convocar um terceiro goleiro, prática comum nas listas de seus antecessores. Mas ele e Taffarel entenderam que será mais produtivo ter apenas dois, um para treinar com o time titular e outro com o reserva.


Jefferson esteve no grupo que deu vexame na Copa do Mundo do Brasil – é bem verdade que nunca saiu do banco de reservas, assim como Victor. O titular durante as sete partidas do Mundial foi Júlio César, que se apresentou ontem como novo goleiro do Benfica-POR.

Fonte: Jorge Nicola
                           
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

DUNGA CONVOCA SEU TIME E DEIXA CLARO COMO QUER O FUTEBOL BRASILEIRO A PARTIR DE AGORA...


A primeira e histórica convocação de Dunga no seu retorno à Seleção. Importante não por ele. Mas por representar a renovação depois da vexatória participação do Brasil na Copa sob o comando de Felipão. Com direito à sua pior derrota em todos os tempos: os inesquecíveis 7 a 1 para a Alemanha.

Júlio César, Victor, Dante, Henrique, Thiago Silva, Daniel Alves, Maxwell, Hernanes, Paulinho, Bernard, Jô e Fred foram deixados de lado. Desta lista, apenas o capitão de Felipão, Thiago Silva, está machucado.

Júlio César se aposentou da Seleção para não ser aposentado. Os demais foram preteridos. Não interessam a Dunga.Ricardo Goulart, Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho. Com Dunga, o Brasil abre mão de vez do toque de bola. Busca a vibração, marcação, contragolpe, velocidade. 


A inspiração está no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelotti...

No perfil da Seleção que enfrentará Colômbia e Equador nos Estados Unidos está claro. O treinador quer uma seleção muito mais combativa, participativa. Veloz e forte o suficiente para preencher os espaços, recompor o meio de campo com vibração, raiva.

Na teoria um time que não permitiria, por exemplo, as inúmeras trocas de bola que alemães e holandeses fizeram à vontade na intermediária do Brasil na Copa.


As grandes apostas estão em Elias, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho e Ricardo Goulart. 

Jogadores vibrantes, com visão de jogo, raça. Capazes de atuar em várias posições do meio de campo ao ataque. Dunga deixa claro que, para escândalo dos puristas, ele não está nem um pouco interessado no velho e bonito toque de bola brasileiro.

Está claro que está muito mais comprometido com a competição do que Felipão e Parreira jamais estiveram. Não está interessado nos toques, nos dribles de cinema de Neymar. 


Ele quer saber é do Brasil articulando um contragolpe em poucos segundos. Seu meio de campo, ataque e defesa formando uma simbiose.

Atacar com trocas de posição, triangulações e em bloco quando estiver com a bola. Sem ela, marcar. O perfil dos seus convocados tem em comum, a vontade aliada ao talento. 

Até mesmo Diego Tardelli aprendeu a compor, ajudar seu meio de campo. No ano passado substituiu Ronaldinho Gaúcho machucado. Na meia, descobriu a importância de correr com a cabeça erguida na intermediária.


Marcelo é o exemplo de jogador que Dunga não deseja no elenco. Técnico, talentoso, mas muito displicente. Para total falta de sorte do lateral esquerdo, o grande mentor que o treinador brasileiro resolveu seguir se chama Carlo Ancelotti.

O treinador italiano do Real Madrid. Dunga entende porque cada vez mais Coentrão tem espaço no time. Há mais seriedade, consistência pelo lado esquerdo do campo. O time fica muito menos vulnerável. Os volantes não precisam se desesperar com a cobertura quando atua Marcelo. Por isso Filipe Luis.

Pelas laterais, Dunga deseja força, vitalidade. Por isso também esqueceu Daniel Alves. Há tempos ele só se preocupa em atacar como ponta direita. O técnico optou por menos talento, mas segurança.


Com Maicon, Danilo e Alex Sandro há a certeza de que todos têm potencial para atacar. Mas sabem marcar. Inclusive também cabecear. São jogadores mais racionais e menos emotivos que os titulares da Copa do Mundo.

Aliás, o perfil 'selfie e choro' vai acabar com Dunga. O treinador deverá ter uma conversa séria com David Luiz. Ele quer o zagueiro mais preocupado em jogar futebol e menos em aparecer para a torcida. A briga será séria com Miranda, Marquinhos, Gil e Thiago Silva, quando se recuperar.

Dunga quer muito mais objetividade e firmeza dos zagueiros. Muito mais responsabilidade com a posição do que tiveram na Copa do Mundo. Ele é um grande fã de Miranda. Não será nada surpreendente se o fizer titular da posição. E os outros zagueiros que briguem para jogar com ele.


No gol, Jefferson terá a chance que nunca teve. O goleiro do Botafogo tem 31 anos. Mas nunca chegou o reconhecimento por seu ótimo futebol. Nos bastidores, bobagens são ditas. Como goleiro negro não dá certo na Seleção Brasileiras desde Barbosa.

Se o Brasil ganhasse a Copa de 2014 dedicaria o título ao sofrido goleiro de 1950. Com Dunga sua sobriedade deverá ser levada a sério. Mas não poderá bobear. Rafael, ex-Santos, e que atua no Napoli é o preferido de Taffarel, o preparador de arqueiros da Seleção.


Elias e Ramires são favoritos para colocar Luiz Gustavo e Fernandinho no banco. Desde que Dunga coloque meias que tenham energia e vibração. Assim o Brasil sairá mais rápido da defesa e também terá um poder de recomposição sem a bola muito importante. 

Daí Philippe Coutinho, Everton Ribeiro e Willian brigarão de verdade com Oscar por lugares no time. Deverá ser os duelos mais interessantes e que refletirão em todo o time.

Na frente, Dunga, está empolgado com Ricardo Goulart. Ele quer sentir nos amistosos se o jogador de 23 anos do Cruzeiro tem personalidade para repetir na Seleção o que faz no Brasileiro. 


Deseja dele desde os treinamentos muita vibração, empenho não só para surgir de surpresa na área adversária. Mas para flutuar, trocar de posição para atrapalhar a marcação adversária. Tabelar, fazer triangulações. Além de dar seus chutes fortíssimos e cabeçadas ao gol. Se repetir o que faz com a camisa azul será uma das apostas como titular da Seleção.

Hulk e Tardelli foram chamados como homens de definição. Mas que deverão participar do jogo. Ao atacante do Zenit não caberá a missão de ficar na ponta direita, cortar para o meio e chutar de esquerda para o gol. De preferência de cabeça baixa.


Foi o que cansou de fazer na Copa. Individualista e complicador de jogadas. Dunga quer o toque final para o gol, assim como também o de Tardelli. Mas quem não entender a palavra mágica recomposição, ficará fora do time, das próximas convocações. Nem pensar em ficar estático como um cone entre os zagueiros, como fazia Fred.

Neymar terá de entender que não terá toda a liberdade para ser a prima donna. Nem no comportamento festivo e muito menos em campo. Como jogador brasileiro mais talentoso, precisará se mexer nas intermediárias.


Nada de ficar parado na ponta esquerda como cansou de fazer com Felipão. Dunga o quer muito mais participativo. Muito mais uma cópia do que Cristiano Ronaldo faz em campo do que Messi.

O resumo do espírito do novo grupo formado para representar o futebol brasileiro: a técnica será um detalhe que poderá resolver ajudar a resolver as partidas. Mas, na cabeça de Dunga, os resultados virão graças ao sacrifício tático. Em uma fortíssima marcação a partir da intermediária adversária.

Com pelo menos oito, nove, dez jogadores atrás da linha da bola. A ordem será acabar o espaço que tantos os alemães e holandeses desfrutaram contra o Brasil na Copa do Mundo. 


Mais do que nomes, a filosofia está mudada. O Brasil não será mais refém do 4-2-3-1 que Felipão descobriu e fixou no time como em uma partida de pebolim. 

O sonho de Dunga é um time vibrante, compacto e sem vergonha de marcar sem a bola. Veloz, decidido e, por que não?, técnico na hora de atacar. Sua inspiração? Preste atenção no Real Madrid de seu mentor, Carlo Ancelloti...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

COM A SAÍDA DA VOLKSWAGEM, CHEVROLET É A NOVA PATROCINADORA DA SELEÇÃO BRASILEIRA...


A Chevrolet é a nova patrocinadora da Seleção Brasileira.

A empresa anunciou na última sexta-feira (15) o contrato assinado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O novo acordo terá cinco anos de validade, o que abrangerá a Copa do Mundo de 2018, na Rússia e a Copa América de 2019, no Brasil.

Em comunicado, a empresa tratou o acordo como “máster”. Na prática, isso coloca a marca no patamar de Itaú, Vivo, Guaraná Antárctica e Sadia, que têm como principal vantagem a exposição no uniforme de treino da seleção brasileira.


Com o uniforme já cheio de marcas, a solução foi o calção dos jogadores, que receberá a gravata símbolo da empresa americana. 

A Chevrolet também será exibida no casaco da seleção, no ônibus e em placas publicitárias.

Na seleção principal, a Chevrolet deve concluir o trabalho de aproximação com o futebol brasileiro. Em 2012, a empresa fechou com alguns campeonatos regionais, entre eles o Campeonato Paulista. 

Próximo de Marco Polo del Nero, então presidente da Federação Paulista, a empresa ampliou os investimentos.


Com Del Nero, a Chevrolet fechou com 20 federações estaduais em 2013, o que fortaleceu a candidatura do dirigente à presidência da CBF, confirmada alguns meses depois. Neste ano, sem alarde, a empresa também acertou com o Campeonato Brasileiro.

Transformar a cota da Volkswagen em “máster” foi justamente o que afastou a empresa alemã da renovação. A marca pagava cerca de R$ 10 milhões anuais, e a CBF passou a pedir o dobro disso. Com a clara proximidade com a Chevrolet, a troca já era previsível.


A estreia da Chevrolet como patrocinadora oficial da seleção brasileira acontecerá no dia 5 de setembro, quando o Brasil enfrentará a Colômbia em um amistoso nos Estados Unidos. 

Para celebrar a parceria, a marca promete uma “ação promocional especial”, mas sem revelar detalhes ainda.
                           
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EM ENTREVISTA TITE ADMITE QUE ESPERAVA CONVITE PARA SELEÇÃO BRASILEIRA...


Tite se preparou para dirigir a seleção brasileira, sucedendo o técnico Luiz Felipe Scolari. O treinador disse que estudou, leu livros, assistiu jogos no Brasil e na Europa, acompanhou quase todas as partidas da Copa do Mundo, pela televisão ou nos estádios.

Fez aquilo que o cooredenador de seleções Gilmar Rinaldi queria no perfil do novo comandante. No final, Tite viu Dunga ser escolhido pela CBF para dirigir um novo ciclo mundial do time do Brasil.


“Há uma competição neste sentido. Vários treinadores estavam qualificados para este cargo, como Abel Braga, Cuca, Marcelo Oliveira, Muricy Ramalho e outros. Eu também, com o que venho fazendo e conquistando nos últimos cinco anos”, afirmou.

Como foi preterido, Tite agora planeja nova rodada de estudos. Está fechando com o empresário Gilmar Veloz, uma passagem pela Europa para acompanhar partidas e treinos, além de conversar com treinadores.


Na quarta-feira da semana passada, o técnico foi à Argentina para ver de perto a final da Copa Libertadores da América, entre San Lorenzo e Nacional, do Paraguai (1 x 0). Antes, passou pelo Boca Juniors e, junto com o auxiliar técnico Cléber Xavier, conversou com Carlos Bianchi, um dos expoentes do futebol argentino.

Há duas semanas, Tite foi consultado por intermediários se estaria interessado em dirigir a seleção do Paraguai. Ele disse que poderia conversar. O contato ficou nisso. A Federação Paraguaia ainda não anunciou quem vai dirigir o time nacional nas eliminatórias da próxima Copa do Mundo.


De Porto Alegre, Tite conversou na manhã desta segunda-feira com a rádio Jovem Pan.

Perguntado sobre a informação de que teria sido preterido pela CBF por causa da amizade com Andrés Sanchez (e-presidente do Corinthians e desafeto político de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero), Tite respondeu:

“Se foi por isso, mostra que não conhecem como eu sou fiel aos meus princípios”.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

IBRAHIMOVIC BANCA SELEÇÃO SUECA DE DEFICIENTES QUE JOGARÁ COPA NO BRASIL....


Um gesto de solidariedade do maior ídolo do futebol sueco na atualidade permitiu a participação da seleção da Suécia na Copa do Mundo para Deficientes Intelectuais, que começou na última quarta-feira, no Guarujá, litoral paulista.

Ao saber que a equipe do país não tinha recursos para bancar a viagem, e por isso cogitava cancelar sua participação no torneio, o craque Zlatan Ibrahimovic, do Paris Saint-Germain, doou 50 mil dólares à seleção.

"Não sabíamos o que fazer para conseguir o dinheiro. Zlatan interveio e perguntou de quanto precisávamos, e depois fez a transferência para a nossa conta, como um presente. Um gesto incrível", comemorou o assistente técnico da equipe, Stefan Johnsson, em entrevista ao jornal sueco 'Expressen'.


A Copa do Mundo para Deficientes Intelectuais foi criada em 1994, promovida pela Federação Internacional de Desportos para Deficientes Intelectuais, e acontece a cada quatro anos, seguindo o calendário da Copa do Mundo da Fifa.

Embora não tenha qualquer ligação com a entidade que rege o futebol mundial, a Copa para Deficientes Intelectuais vem, desde 2002, acompanhando as sedes do maior torneio de futebol do planeta, tendo sido realizada no Japão (2002), Alemanha (2006), África do Sul (2010) e, agora, no Brasil. 


A edição atual, organizada pela Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Intelectuais (Abdem), reúne oito seleções, divididas em dois grupos: Suécia, França, África do Sul e Arábia Saudita no A, Brasil, Japão, Polônia e Alemanha no B. 

Além do Estádio Municipal do Guarujá, local de treinamentos da seleção da Bósnia e Herzegovina durante a Copa do Mundo, haverá jogos também em Santos.

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PARA GALLO JOGADOR BRASILEIRO É O MESMO DE SEMPRE, O QUE MUDOU FORAM OS ADVERSÁRIOS QUE ESTÃO MELHORES...


A goleada de 7 a 1 sofrida para a Alemanha na semifinal da última Copa do Mundo levantou a discussão sobre a necessidade de mudanças no futebol brasileiro.

Em meio a este processo de reformulação, Alexandre Gallo analisou o atual momento da seleção. Em entrevista ao site da Fifa, o técnico da equipe sub-20 do Brasil acha que o atleta brasileiro continua igual; a maior diferença está nos adversários.

"O jogador brasileiro é o mesmo. O que aconteceu foi uma evolução dos nossos adversários, que mudaram. Antes estávamos três, quatro passos à frente. Hoje, ainda acho que nossa capacidade técnica é a melhor do mundo, e isso se manifesta no número de atletas que saem do Brasil anualmente. 


Mas o trabalho dos adversários e a própria evolução do futebol - de se encurtar os espaços, além de outros fatores do jogo - sem dúvida interferem para nós. Tivemos na Copa o Biglia, da Argentina, que chegou a correr mais de 15 km numa partida.", afirmou Gallo.

Com a decepção causada pelas derrotas sofridas em casa na Copa, a necessidade de mudanças e a cobrança por uma reação já se faz sentir nos ombros da nova comissão técnica da seleção. Embora esteja ciente desta pressão em cima de Dunga e sua equipe, Gallo procura ver o lado positivo.


"Estamos conscientes de tudo o que vem sendo feito da nossa parte nas seleções. O ciclo olímpico passa pela questão de base, que é o que estamos fazendo. Não vejo como uma situação de mais pressão. É importante que todo mundo tenha um pouquinho mais de atenção com o que está acontecendo na base brasileira", comentou.

O discurso de Gallo segue caminho diferente do de Dunga quando se debate sobre as chances de a campeã Alemanha repetir o sucesso no Mundial de 2018. O treinador da seleção principal acha que os atuais campeões do mundo terão dificuldades ("Eles não terão seu capitão) com uma geração envelhecida. 


Já o técnico da equipe olímpica vê os alemães com a mesma qualidade exibida em 2014 e entre as principais forças para a Copa na Rússia.

"O foco deles é a equipe. Há um comprometimento com marcação. Com a bola, eles têm um bom passe. Estão jogando juntos há bastante tempo. O Joachim Löw teve um tempo longo para preparar essa equipe, e eles conquistaram o título com tudo refinado, jogando bem. 


O detalhe é que, do grupo campeão, é possível que tenhamos 19 jogadores já preparados para a próxima Copa. Já sabemos que vai ser um grande adversário em 2018", completou.

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

TUDO ARMADO!! DUNGA JÁ ESTAVA CONTRATADO MENOS DE 24 HORAS APÓS A SAÍDA DE FELIPÃO...


O cargo de técnico da seleção brasileira não ficou nem sequer 24 horas desocupado.

A CBF oficializou a demissão de Luiz Felipe Scolari no início da noite do dia 14, segunda-feira da semana passada. No mesmo horário da terça-feira, já existia um acordo verbal entre o presidente da CBF, José Maria Marin, e Dunga, antes mesmo da apresentação de Gilmar como coordenador.

No dia seguinte, há exatamente uma semana, Dunga e seu advogado, Juarez Rosa, viajaram para São Paulo e passaram a tarde ao lado de Marin e seu sucessor, Marco Polo Del Nero. 


No encontro, eles colocaram no papel as definições envolvendo remuneração, tempo de contrato, metas até 2018, formação da comissão técnica.

Dunga foi a primeira e única opção da CBF desde que Marin decidiu demitir toda a comissão técnica de Felipão, após a derrota para a Holanda, na disputa do terceiro lugar da Copa.

Por falar na CBF, um dirigente do alto escalão garante que a escolha por Dunga também tem a ver com sua forte amizade com Romário.


Explica-se: as críticas do deputado federal, que causam calafrios em Marin, Del Nero e companhia, tendem a diminuir com Dunga.

“O Dunga é quase que um pai para o Romário”, avalia o cartola.

Os parceiros - Dunga definiu praticamente toda a comissão técnica da seleção, que terá Andrey Lopes, Taffarel e Fábio Mahseredjian. O treinador, agora, tenta emplacar o nome do preparador físico Paulo Paixão.

Taffarel será o preparador de goleiros da Seleção
A cúpula da CBF se mostrou contrária à continuidade de Paixão. Dunga e seu auxiliar, Andrey Lopes, têm fortes laços de amizade com o preparador físico e fazem forte lobby.

Fonte: Jorge Nícola

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

FIM DOS PRIVILÉGIOS... PARA VOLTAR A SELEÇÃO DUNGA EXIGIU QUE TODA A IMPRENSA TENHA O MESMO TRATAMENTO...


Umas das exigências feitas por Dunga para voltar à seleção brasileira é de que todos os veículos de comunicação tenham tratamento igual.

Como aconteceu em sua primeira passagem como comandante do time nacional, marcada pela briga com a Globo, ele não quer dar privilégios.

Tratada como as demais emissoras na África do Sul, a Globo voltou a ter tratamento diferenciado em 2014, com Felipão. Foi a primeira a entrevistar Scolari na Granja Comary, ao vivo, com Fátima Bernardes, e chegou até a interromper um treinamento para a gravação do programa do apresentador Luciano Huck.


Ao mesmo tempo em que assegurou a Dunga que ele não precisará dar regalias a Globo, a cúpula da CBF também acalmou a rede de TV, dando garantias de que não será bélico o clima com o treinador.

José Maria Marin, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, que vai assumir a entidade em abril de 2015, têm excelente relacionamento com a Globo e querem que continue assim. A dupla, por exemplo, tem proximidade com Marcelo Campos Pinto, encarregado de negociar a compra de direitos de transmissões de campeonatos.

Se a exigência de Dunga for realmente atendida na prática, existem dois caminhos: ou ninguém fará entrevistas exclusivas na seleção, ou todos farão. 

A segunda hipótese não combina com o jeito como o técnico gosta de trabalhar. Vale lembrar que no Mundial do Brasil Felipão deu outras entrevistas individuais depois de falar com a Globo.


As entrevistas exclusivas deram origem à guerra entre Dunga e a maior rede de TV do país. Já em 2008, o treinador acreditava que parte dos profissionais da Globo queria sua demissão para ter mais facilidade em entrevistar os atletas da seleção. Segundo o técnico, a emissora tentou gravar com jogadores à 1h da manhã nos Estados Unidos, e ele não permitiu.

A situação se agravou na Copa de 2010. Primeiro, Robinho deu entrevista para a Globo em dia de folga e foi repreendido pelo técnico. A partir de então, os jogadores passaram evitar sair da concentração nos dias livres, mas a batalha mais tensa aconteceu na entrevista coletiva do técnico depois do jogo com a Costa do Marfim. 



A Globo queria entrevistar alguns jogadores, entre eles Luis Fabiano, num estúdio montado com autorização da Fifa perto dos vestiários, mas Dunga não deixou. O técnico ouviu quando o jornalista Alex Escobar comunicava sua equipe pelo celular do ocorrido e disparou xingamentos, como “cagão”

Na edição da última segunda-feira do “Jornal da Globo'', a escolha de Dunga já foi criticada pelo narrador e apresentador Luís Roberto. Ele disse que esperava algo novo por parte da CBF. Afirmou que a entidade perdeu uma oportunidade [de inovar] e declarou que a mudança no futebol brasileiro precisa ser estrutural a fim de melhorar a formação de jogadores.


Fonte: Rica Perrone

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O QUE DUNGA ACHOU DOS 7X1? E O QUE PENSA SOBRE O FUTURO DA SELEÇÃO BRASILEIRA? POUCOS SABEM, MAS ELE JÁ FALOU SOBRE ESSES ASSUNTOS A POUCOS DIAS...


Carlos Caetano Bledorn Verri, ou apenas Dunga, está de volta ao comando da Seleção Brasileira.

O ex volante será apresentado nesta terça-feira na sede da CBF, pelo presidente José Maria Marin, na Barra da Tijuca.

Depois de sofrer muito pela maneira que se relacionou com a Imprensa durante a Copa de 2010 na África do Sul o técnico volta a Seleção tendo no currículo o título da Copa América de 2007, e Copa das Confederações de 2009.

Terminou em primeiro nas Eliminatórias para a Copa de 2010 com direito a goleada sobre o Uruguai por 4 x 0 no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Outro feito do time montado por ele foi a vitoria frente a Argentina por 3 x 1, com Messi em campo, na cidade dele, Rosário.


Claro que teve também insucessos como os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Depois da demissão da seleção Dunga só voltaria a trabalhar como técnico 3 anos depois quando comandou o Inter de Porto Alegre de onde também saiu demitido com uma campanha fraca no Campeonato Brasileiro.

Durante a Copa do Mundo, o agora técnico da Seleção deu entrevistas  para o jornal Espanhol Marca, e também para o site da Fifa.

Questionado pela Fifa sobre o futuro da Seleção na Copa de 2018 depois do vexame por 7 x 1 diante da Alemanha, Dunga respondeu: 

“Vai depender da continuidade e do rendimento que alguns destes jogadores terão. Eles precisam entender que vai haver a crítica e que isso é preciso ser superado. Porque as gerações se criam durante os momentos de dificuldades. Como uma Copa é uma competição curta, sem tempo de recuperação, estes jogadores precisam ser maduros, assimilar o golpe e reagir. Se isso acontecer, acredito que muitos deles tenham tudo para permanecer”.


Perguntado, ainda, sobre o legado da Copa de 2014 para o futebol, Dunga falou: 

“Veja, não é porque usamos três ou quatro jogadores na frente que teremos obrigatoriamente um time ofensivo. Podemos ter um ou nenhum jogador, e ainda chegar com quatro ou cinco no ataque. São paradigmas que estão sendo quebrados durante a Copa. A única seleção que jogava com três à frente e pressionava o tempo todo era o Chile, mas isso pelas características de seus jogadores. 

Eles sabiam que, defensivamente, não tinham estrutura física para suportar o choque, então reagiam atacando. No geral, acho que a tendência é ter mais jogadores ofensivos e rápidos, que jogam no erro do adversário. Saíram muitos gols na Copa porque os atacantes estão cada vez mais eficientes e móveis em campo. 

E nesse sistema de hoje, com todo mundo marcando junto, voltando atrás do meio de campo para fechar os espaços e atrair o adversário – e, aí, sair com velocidade após a recuperação –, traz bons resultados. O jogo em geral fica mais dinâmico”.


Dunga também analisou para a Fifa a goleada alemã por 7 x 1. 

“Acho que a Alemanha fez o que o Brasil fazia há muito tempo: montou um triângulo num lado do campo e depois passou a mudar o jogo, com passes de 40, 50 metros. E a vantagem é que ela tinha o jogador ideal do lado oposto, que era o (Thomas) Müller, com velocidade e qualidade para dar sequência. 

É até delicado falar que eles não fizeram nada de anormal ou de excepcional. Mas eles fizeram, sim, porque isso é simplesmente o que todo time sonha em fazer. A Alemanha jogou em bloco, teve aproximação, profundidade, velocidade e soube se defender nos momentos certos. 

Ao mesmo tempo, se a gente reparar nos gols, os brasileiros estavam sempre em superioridade de marcação - mas a quatro ou cinco metros de distância. E, hoje em dia, quando é preciso jogar de forma bem compacta, dar esse espaço pode ser fatal”.


No bate-papo de Dunga com o diário espanhol Marca, publicado em 3 de julho, deu pra notar a visão dele sobre o Neymar do Barcelona e o Neymar do futebol brasileiro. 

“Há diferenças. A característica do Neymar é o drible, ir para dentro do adversário, e a do Barcelona é tocar, tocar e tocar a bola. Então, o Neymar tocando a bola no Barcelona é um jogador comum.
Quando está com a Seleção, tem liberdade e exibe toda a criatividade que ele tem, parte para cima, se move por todo o campo. 

Eu creio que na próxima temporada as coisas vão se encaixar com normalidade. O Barcelona tem que mudar o seu estilo de jogo porque dificilmente vai ter novamente uma geração tão espetacular como a que ganhou tudo. Eu creio que a mudança de estilo vai beneficiar o Neymar”.

A pergunta que fica é:

Será que a versão 2014 de Dunga será melhor que a 2010?? 

                           
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