segunda-feira, 11 de outubro de 2010

BEIJO ME LIGA...


Eu já havia dito o que pensava de Adilson Batista no comando do Timão.

Continuo pensando que é bom treinador.

Nos seus treinamentos gosta muito de dar ênfase a parte tática de suas equipes, pede pra que elas agridam o adversário, e joguem sempre buscando o gol.

O problema de Adilson é a vontade incontrolável de inventar.

De tão fanático pela parte tática de seus times, Adilson é do tipo que acha que um jogador pode exercer várias funções dentro de um mesmo jogo apenas com um pedido dele.

Exemplo:

Um jogador rápido que saiba conduzir a bola e tenha bom fôlego pode jogar como lateral em seu time e ponto.

Tudo depende do que estiver passando na cabeça de Adilson naquele momento.

Pouco importa se o jogador nunca jogou (e nunca quis jogar) na posição.

Adilson vê o jogo, olha para o banco e simplesmente pede para que o jogador entre e faça o que ele pediu.

Seja lá o que for.


No Brasil e até mesmo no mundo a maioria dos jogadores de futebol não tem essa capacidade de se adaptar tão rápido.

São raros os casos de jogadores “consagrados” que mudam de função o gramado e conseguem manter um bom futebol.

Adilson abusou no Corinthians.

Moacir, Edu e sua maior aposta: Thiago Heleno, foram seus grandes erros.

O técnico cavou sua cova quando não quis escalar o jovem Dodô no lugar do cansado Roberto Carlos.

O jogador é muito valorizado nas categorias de base, e deve ser vendido em breve para a Europa.

O problema é que Adilson não quis o escalar.

Preferiu inventar Leandro Castán na posição.

Como valorizar um jogador que não joga ??

O zagueiro Paulo André foi outro jogador que foi barrado sem ninguém entender o motivo.

Adilson perdeu sua grande chance de conquistar o título que lhe falta para se firmar entre os grandes técnicos do Brasil.

Resta agora ao Corinthians trazer um “professor” capaz de absorver a iminente crise, e classificar esse time para a Libertadores 2011.

Ficar fora do torneio nem passa pela cabeça de Andrés.

O presidente sabe o que prometeu a torcida e aos seus patrocinadores para 2011.

A competição sul-americana deverá ser o último torneio profissional da carreira de Ronaldo.

Com medo da torcida e da possível volta do “velho Corinthians” (o do esterno barril de pólvora), Andrés “solicitou” a saída de Adilson Batista.

O papo de “Eu achei melhor sair” foi apenas uma estratégia para não manchar a promissora carreira do técnico precocemente demitido do Corinthians.

Adilson vai, mas a crise fica.
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